Complementando minha postagem realizada em 17 de março, quero compartilhar um pouco mais sobre a Síndrome de Down, ampliando esse olhar tão importante sobre a diversidade. A Trissomia 21 ( T21), também conhecida como Síndrome de Down (SD), é uma alteração genética caracterizada pela presença de um cromossomo adicional no par 21. Trata-se de uma condição que ocorre durante as primeiras divisões do embrião, no processo de formação das células iniciais.

Na terminologia tradicional, “Síndrome de Down” é um termo de natureza clínica e histórica, utilizado em homenagem a John Langdon Down, que, em 1866, descreveu pela primeira vez as características observadas em indivíduos com essa condição. Posteriormente, em 1958, Jerome Lejeune identificou a origem genética da síndrome, demonstrando a presença de um cromossomo extra no par 21. A partir dessa descoberta, consolidou-se a denominação científica Trissomia 21 (T21), em que “trissomia” refere-se à existência de três cromossomos, e “21” indica o par cromossômico afetado.

Desta forma, não houve substituição da nomenclatura, mas sim a consolidação de dois termos complementares, utilizados conforme o contexto em que Síndrome de Down é mais frequente em contextos sociais, educacionais e clínicos gerais e a Trissomia 21 é mais utilizada em contextos científicos e médicos. Com o objetivo de promover a conscientização, diversas iniciativas foram desenvolvidas para ampliar a compreensão sobre a diversidade e a singularidade das pessoas com T21. Entre elas, destaca-se o Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21/03 — data simbólica que remete à trissomia do cromossomo 21. Outra ação amplamente difundida é o uso de meias trocadas, cujo significado simbólico remete ao formato dos cromossomos. A utilização de pares diferentes representa a diversidade genética, fazendo alusão à presença de um cromossomo adicional.< Nesse contexto, reforça-se a importância de compreender que a diferença é parte da condição humana. Iniciativas como essas contribuem para a valorização da diversidade, o incentivo ao respeito às diferenças e a promoção da inclusão social das pessoas com Trissomia 21.

Por fim, destaco a relevância de espaços de formação e troca de conhecimento. Recentemente, tive a oportunidade de participar, Centro Universitário FMABC( ABC Paulista), do 15º Simpósio Internacional T21 - Avanços interdisciplinares em Educação, Saúde e Neurociências, um evento enriquecedor que reuniu profissionais de excelência na área e convido vocês a acompanharem, no meu Instagram @panascarvalho, alguns dos momentos incríveis que tive o privilégio de vivenciar.

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